Gavinhas simples ou 2-partidas.
Folhas 3-5 anguladas ou 5-7 palmatilobadas, escabro-punctadas.
Inflorescências estaminadas, racemosas e flores pistiladas solitárias. Hipanto cilíndrico e alongado, verde; corola esbranquiçada; estames com filetes integralmente fundidos em coluna, anteras-3, conatas, flexuosas.
Frutos com deiscência elástica, gibosos, equinados, expondo a coluna seminífera ao romper-se.
Flores pistiladas e sementes não descritas.
Comentários: conhecida como “melão-bravo” (Mattos-Silva 421). No Brasil é citada para a região Norte e Nordeste (Gomes-Klein et al. 2015). Ao norte do rio São Francisco, é conhecida até o momento na Floresta Atlântica de terras baixas de Pernambuco e com extensões para o Domínio da Caatinga em Alagoas e Pernambuco. Espécie com tênue delimitação taxonômica, apresentando heterofilia, inclusive no mesmo individuo. As folhas podem ser inteiras ou profundamente lobadas, ressaltando a necessidade de estudos populacionais para melhor definição deste táxon.
Este estudo amplia a distribuição de Cucurbitaceae na Floresta Atlântica do Nordeste especialmente nos estado de Alagoas onde eram citadas seis espécies para a Mata Atlântica deste estado (Gomes-Klein et al. 2015), sendo reconhecidas agora 10 espécies apenas nas terras baixas. Pernambuco apresentou a maior diversidade taxonômica sendo registradas 18 espécies, seguido da Paraíba com 13 espécies. Já o estado do Rio Grande do Norte apresentou menor diversidade com quatro espécies. Dentre os gêneros, Gurania foi o mais representativo. Algumas das espécies encontradas apresentam baixa representatividade para a área de estudo, o que exemplifica o escasso conhecimento da riqueza da família nesta região. Isto ocorre principalmente pela carência de coletas nestes estados. Dentre as espécies com baixa representatividade destacam-se Cayaponia triangularis (Cogn.) Cogn., Ceratosanthes sp.., Ceratosanthes trifoliolata Cogn. e Melothria cucumis Vell.. com até dois registros para toda a área de estudo.
Fonte: GOMES-COSTA, G. A. & ALVES, M. Cucurbitaceae Juss. na floresta atlântica de terras baixas ao norte do Rio São Francisco, Brasil. Rev. Iheringia, Série Botânica, Porto Alegre, v.71(1), p.62-71, 2016.