Trepadeira volúvel; ramos setosos, cerdas longas, roxas, ca. 0,3 cm compr., estriados.
Folhas simples, 3-5-lobadas; pecíolo ca. 8 cm compr., setoso; lâmina foliar 9-18 × 12-14 cm, sinus 2-5 cm compr., membranácea, glabra, deltoide, ápice agudo, base cordada, margem denteada, faces concolores.
Inflorescências axilares, dicásio simples até 5-floras ou tirso frondoso até 7-floras, bractéolas lanceoladas, ca. 0,3 cm compr., setosas, pedúnculo ca. 15 cm compr., setoso. Cálice com sépalas membranáceas, desiguais, ovais a oblongas, ápice arredondado, externas setosas, internas glabras, ca. 1,4 × 0,5 cm. Corola infundibuliforme, ca. 4,5 cm compr., flores inteiramente róseas, fauce mais escura que limbo, pedicelo ca. 3,5 cm compr. Estames insertos, 1,5-1,8 cm compr., anteras ca. 0,3 cm compr. Estilete ca. 2 cm compr.
Cápsula globosa, ca. 1,2 cm diâm.; sementes elipsóides, negras, ca. 0,7 × 0,4 cm, tricomas brancos na margem, ca. 0,4 cm compr.
Espécie originária da América Tropical (Simão-Bianchini 1998), com registros nas Américas e na China (Delgado-Júnior et al. 2014). Foi naturalizada no Brasil onde pode ser encontrada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em grande parte do Nordeste, exceto no Maranhão, associada aos domínios da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (Flora do Brasil 2020 [em construção]). Na área de estudo é rara e foi registrada apenas em áreas de Mata Atlântica com flores e frutos em outubro.
Fonte: LIMA, A. P. da S. & MELO, J. I. M. de. Ipomoea L. (Convolvulaceae) na mesorregião agreste do Estado da Paraíba, Nordeste brasileiro. Rev. Hoehnea, v.46, n.1, 7 fig., 2019.