Plantas volúveis, glabérrimas; ramos delgados, geralmente achatados.
Folhas alternas; pecíolo 0,5-1,5cm, cilíndrico, cuneado; lâmina 4,5-11,5×1,9-5,6cm, oval a elíptica, ápice acuminado ou agudo, margem íntegra, denteada ou planorepando, dentículos calosos alvos, base arredondada até aguda, face abaxial pálida, carnosa, nervura principal plana, demais nervuras inconspícuas.
Flores isoladas, axilares; pedicelo recurvado 8-16cm, geralmente 2-bracteolado; hipanto obcônico, lobos do cálice triangulares, 1,5-3mm, inteiros; corola subventricosa, 4-5,5cm, rosa ou vermelha, lobos curtos, internamente amarelos, glabra a levemente pubérula, tubo longo ca. 5 vezes maior que os lobos, estreito no istmo, 2-3mm, amplia-se em direção aos lobos até 12mm; tubo de filetes glabro, tubo de anteras ca. 5mm, cinza azulado.
Cápsula obcônica 1-1,5×0,7-1cm, alongada; sementes elípticas ca. 0,7mm, castanho-escuras, brilhantes, finamente foveoladas.
Espécie do Brasil, ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. D5, D8, E6, E7, E8, E9, F5, F6, G6: na Mata Atlântica, mais freqüente na Serra do Mar, em formações de transição capoeira-mata, em altitudes que variam de 600 a 900m, em locais muito úmidos. Coletada com flores de março a setembro, sendo menos freqüente nos demais meses. Wimmer (1953) cita uma ocorrência para a Colômbia (Bogotá, Schultze 683), desconsiderada na presente análise, pois configura uma disjunção duvidosa, dada a distribuição da espécie no Brasil.
Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.