Erva ereta, robusta, pouco ramificada, 3–4 m alt.; caule fistuloso, cilíndrico, glabro, látex branco.
Folhas alternas; sésseis; lâmina oblanceolada, 20–25 × 5–5,5 cm, glabra em ambas as faces, discolor, cartácea, ápice agudo, base atenuada, decorrente, margem crenulado-denteada.
Flores zigomorfas, dispostas em inflorescência racemo terminal, bráctea oval a suborbicular, ereta, 1,5–1,8 × 0,9–1,2 cm, pubérula, margem, pedicelo sigmóide, pubérulo, 1,2–1,6 cm compr., bractéolas ausentes; hipanto semigloboso, lobos do cálice lanceolados, 12–14 × 2,5–3 mm, margem inteira; corola tubulosa com fenda dorsal, glabra, roxa, tubo ca. 2,5 cm compr., lobos superiores ca. 0,7 cm compr., lobos inferiores 0,5–0,9 cm compr.; tubo de filetes 3,1–3,6 cm compr., piloso na base; anteras 3 superiores 8,4–10 mm compr., 2 inferiores 6,5–7,9 mm compr., as menores pilosas no ápice; estigma 2-lobado.
Fruto cápsula globosa, loculicida, 1–1,2 × 0,8–1,4 cm; sementes não aladas, ovoides, com margem estreita, ca. 1 mm compr.
É possível diferenciar Lobelia santoslimae das demais espécies “paquicaules” de Lobelia pelas brácteas suborbiculares (vs. brácteas lanceoladas a lineares) e as sementes não aladas, mas apresentando uma margem estreitada (Brade 1946).
A espécie é endêmica do município de Santa Maria Madalena (Freitas et al. 2018), é encontrada nos campos de altitude da Pedra do Desengano, entre 1.500 e 1.800 m de altitude, coletada com flores de janeiro a março e setembro a novembro.
Devido à área de ocupação reduzida e o declínio da qualidade do hábitat proveniente da antropização da sua área de ocorrência, a espécie encontra-se em risco crítico de extinção (Freitas et al. 2018). Ilustração em Brade (1946, fig. 7) e Vieira (1988, fig. 39).
Fonte: ROLLIM, I. de M. & TROVÓ, M. Campanulaceae na região serrana do estado Rio de Janeiro, Brasil = Campanulaceae in the highlands of Rio de Janeiro state, Brazil. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 71, e03152018, 2020.