Caule 20-80cm, simples ou pouco ramificado, pubérulo, folhoso, recoberto pela base decorrente das folhas.
Folhas 6-19×0,5-3,9cm, lanceoladas, ápice agudo, margem profundamente denteada, dentes desiguais, terminados por dentículos calosos, rígidas, tricomas esparsamente distribuídos da margem para a nervura principal, proeminente, esbranquiçada.
Flores com pedicelo 5-8mm, híspido, bractéolas 2; hipanto cônico 7-10×4,5-6mm, híspido; lobos do cálice triangulares 1-1,3cm, denteados, pouco híspidos, eretos; corola 9-12cm, alva, pubescente, tubo cilíndrico, estreito, reto 7-9,7×0,1-0,3cm, lobos lanceolados 1,5-2,3cm, internamente glabros; tubo de anteras pálido, glabro.
Cápsula elipsóide 1,5-1,7×1-1,4cm, hirta, nervuras 10, proeminentes; sementes elipsóides 0,7mm, castanho-amareladas.
Espécie encontrada no Brasil, em áreas naturais ou cultivadas, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. D8, E6, E7, E8, E9, F5, F6, G6: beira de matas pluviais, incluindo a Mata Atlântica, restingas e áreas perturbadas, geralmente em baixas altitudes. Coletada com flores de novembro a maio, especialmente de novembro a janeiro. Espécie muito venenosa, se ingerida pode causar problemas cardiovasculares e o látex pode provocar danos, quando em contato com as mucosas, principalmente as dos olhos. Considerada tóxica em regiões pecuárias, pelo envenenamento do gado (Wimmer 1953).
Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.