Subarbustos eretos, menos freqüente escandentes, 0,3-2m.
Folhas com pecíolo glabro, raramente pubescente, 0,3-2,5cm; lâmina 5,5-18×1-6cm, oblonga, oval, lanceolada até elíptica, membranácea, raro rígida, glabra, brilhante, ápice agudo a acuminado, margem geralmente inteira, raro crenulada ou denteada, dentículos calosos adpressos ou proeminentes, base atenuada, geralmente prolonga-se pelo pecíolo em pequena ala.
Flores solitárias, axilares; pedicelo 3-6,5cm, glabro ou pubescente, bractéolas 2, na base ou pouco acima; hipanto semigloboso, 4-9×4-9mm, geralmente glabro; lobos do cálice triangulares ou lineares, 1-1,3cm, denticulados, patentes; tubo da corola 3,5-5cm, carmim, róseo ou purpúreo-claro, brilhante, internamente pálido, lobos superiores sub-recurvados 0,5-1,6cm, inferiores deflexos 4-7mm, às vezes pubérulos próximo ao ápice; tubo de filetes glabro, exserto; tubo de anteras 7-9mm, geralmente alvo, coberto por tricomas curtos ou longos, alvos ou lilases.
Fruto bacóide, globoso, 0,9-1,2cm diâm., comestível, de sabor agradável; sementes 1mm diâm., castanhoescuras, brilhantes.
Espécie neotropical, de ampla distribuição do México à Bolívia, Antilhas e Brasil. Ocorre no Amazonas, Acre, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. D8, E7, E8, E9, F7: à beira e no interior de matas mesófilas, pluviais, de galeria, ciliares e restingas, em altitudes que variam de 0 a 900m. Coletada com flores de fevereiro a junho, com maior número de espécimes em abril.
Stein (1987) sinonimiza C. bonplandianus a C. cornutus. Wimmer (1943) cita para São Paulo as variedades cornutus e laevigatus. A presente análise considera apenas o nível específico, pois não é clara a delimitação dos táxons infraespecíficos, baseada em caracteres com ampla variação, como forma de folhas e indumento.
Fonte: GODOY, S. A. P. de. Campanulaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.13-32, 2003.