Cactaceae – Rhipsalis trigona

Epífitas até 3 m compr., pendentes. Caules esverdeados, ramificações apicais ou subapicais, 2–3-furcados, segmentos monomórficos, alados, 3–(4) alas, alas contínuas, lineares, base e ápice truncados, margens lisas, 79–200 × 3,4–10 × 0,4–1,8 mm, nervura central 2,1–6,6 mm larg., crescimento determinado.

Aréolas estéreis 0,9–1,4 mm larg., glabras, aréolas férteis 2,4–4,8 mm larg., lanosas, podários não desenvolvidos.

Flores 1 por aréola, 7,1–11 × 5,8–7,6 mm, laterais, rotáceas; pericarpelos róseos, 2,3–3,4 × 1,8–5,1 mm, imersos no caule, piriformes, glabros; segmentos externos do perianto 4, amarelados, 2,1–5 × 2,3–3,1 mm, reflexos, ovais a elípticos; segmentos internos do perianto 8–9, amarelados, 3,6–7,2 × 2–3,5 mm, reflexos, lanceolados a oblanceolados; estames 52–70, alvos, 1,3–5 mm compr.; estiletes 2–4,2 mm compr., 4-7 lobos, 0,8–2,4 mm compr.

Frutos purpúreos, 6,3–6,4 × 4,2–4,7 mm, globosos.

Sementes 23–67, castanhas, 1,3–1,9 × 0,7–0,9 mm, elípticas.

Rhipalis trigona é reconhecida pelo seu caule com seção trígona. Difere de Rhipsalis paradoxa pelas alas paralelas à linha do caule, contínuas, antes e após as aréolas, enquanto que em R. paradoxa as alas são paralelas à linha do caule, se dividindo dicotomicamente na aréola. É uma espécie rara no estado, encontrada nas Floresta Ombrófila Densa e Mista.

Fonte: SOLLER, A.; SOFFIATTI, P.; CALVENTE, A. & GOLDENBERG, R. Cactaceae no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.65(1), p.201-219, 2014.

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