Epífitas até 5 m compr., pendentes. Caules esverdeados, ramificações apicais, 2–3–4–(5)–(6)-furcados, segmentos caulinares monomórficos, cilíndricos, 21–320 × 2–3,7 mm, crescimento determinado.
Aréolas estéreis 0,4–1,4 mm larg., aréolas férteis 1,1–1,4 mm larg., aréolas estéreis e férteis velutinas, podários não desenvolvidos.
Flores 1–2–(3) flores por aréola, 12–17 × 7–11 mm, apicais, rotáceas; pericarpelos esverdeados, 3,3–5,1 × 4,6–6 mm, emersos do caule, piriformes, cobertos por aréolas estéreis velutinas; segmentos externos do perianto 3, alvos, 1,7–3,7 × 1,3–2,8 mm, reflexos, triangulares; segmentos internos do perianto17–21, alvos, 5,5–12 × 0,9–3,4 mm, reflexos, lineares a lanceolados; estames 50–110, alvo com base rósea, 1,6–9,9 mm; estiletes 8,7–9,1 mm compr., 4–7 lobos, 8,7–9,1 mm compr.
Frutos róseos ou vináceos, 0,8–11,1 × 9–10,5 mm, globosos.
Sementes 19–23, castanhas, 1,5 × 0,7 mm, elípticas.
Rhipsalis pilocarpa é uma planta cilíndrica e pendente reconhecida pelos tricomas longos das aréolas que recobrem boa parte da superfície do caule e do pericarpelo. Foi encontrada no estado somente nas margens do Rio Capivari, na região de Floresta Ombrófila Densa e Mista, e o estado representa o limite sul de ocorrência da espécie no Brasil.
Fonte: SOLLER, A.; SOFFIATTI, P.; CALVENTE, A. & GOLDENBERG, R. Cactaceae no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.65(1), p.201-219, 2014.