Plantas epifíticas ou rupícolas, reptantes ou pendentes.
Artículos jovens tetrágonos e com cerdas brancas, os adultos trígonos, com arestas alternadamente retorcidas, lenhosas, 12-65 cm compr. e 0,8-1,7 cm larg., verde-escuros e avermelhados quando expostos à intensa luz solar. Aréolas emersas, glabras, dispostas nos ângulos das torções, as férteis imersas, preenchidas por indumento lanoso branco, com duas escamas basais triangulares de 0,4 cm compr.
Flores laterais, 1-2 por aréola, rotadas, 0,6-1 cm compr. e 1,2-2 cm larg.; perianto branco ou branco-acastanhado, sepalóides e petalóides brancos ou brancoacastanhados; filetes brancos ou amarelados de base rosada, anteras brancas; pericarpelo turbinado, glabro, imerso na aréola; estilete branco, estigma 5-6 lobado, branco.
Frutos turbinados, 0,4-0,5 cm compr. e 0,4-0,6 cm larg., cor magenta; cicatriz do perianto 4 mm larg., preta.
Sementes 1mm compr., pretas.
Distribuição: R. paradoxa distribui-se de Pernambuco até o Rio Grande do Sul (Barthlott & Taylor 1995). No Estado, ocorre na Floresta Ombrófila Densa Submontana e nas Formações Pioneiras (matas turfosas). Barthlott & Taylor (1995) reconheceram duas subespécies, citando para o Rio Grande do Sul R. paradoxa subsp. paradoxa. A espécie ocorre no Estado apenas no norte da Planície Costeira, e caracteriza-se pelos artículos trígonos com as arestas alternadamente retorcidas. R. paradoxa floresce de setembro a dezembro e frutifica de outubro a janeiro.
Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.