Plantas terrícolas, rupícolas ou acidentalmente epifíticas, arbustivo-arborescentes, podendo alcançar até 2 m alt., raramente pendentes.
Artículos basais cilíndricos, os terminais complanados, obovóides ou elipsóides e estreitados na base, 10-25 cm compr. e 6,5-11 cm larg., verde-escuros a verde-claros, margem ligeiramente crenada. Aréolas emersas, com 1-3 espinhos subulados de 1-5 cm compr., tricomas curtos acinzentados; gloquídios presentes.
Flores laterais ou subapicais, 6-9 cm compr. e 2,0-4,0 cm larg.; pericarpelo 3,5-6 cm compr. e 1,5-3,0 cm larg., aréolas com tricomas e gloquídios; perianto amarelo, sepalóides castanho-avermelhados e crassos, petalóides amarelos e membranáceos; filetes brancos, anteras amarelas; estilete branco, estigma 5-7 lobado, branco-amarelado.
Frutos obpiriformes, 3,5-9,5 cm compr. e 2,0-4,0 cm larg., aréolas do pericarpelo com gloquídios, avermelhados, ápice côncavo; cicatriz do perianto 1,5-2 cm larg., branca.
Sementes circulares, 4-5 mm larg., branco-amareladas.
Distribuição: O. monacantha ocorre na Argentina, no Paraguai, Uruguai e no Brasil, na costa sudeste e sul. Introduzida em Cuba, na Índia e África do Sul, e naturalizada na Austrália. (Britton & Rose 1919).
No Rio Grande do Sul ocorre como epifítica nas Formações Pioneiras (matas ciliares e arenosas), principalmente sobre butiás (Butia capitata (Mart.) Becc.) e figueiras (Ficus organensis Miq.).
Os indivíduos epifíticos de O. monacantha são menores que os exemplares terrícolas ou rupícolas, provavelmente devido à escassez de substrato, porém florescem e frutificam normalmente. A espécie floresce de novembro a janeiro e frutifica de março a junho.
Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.