Cactaceae – Lepismium lumbricoides

Plantas epifíticas, raramente rupícolas, reptantes ou pendentes.

Artículos cilíndricos, ligeiramente costados, até 45 cm compr. e 0,1-0,6 cm larg., verdeescuros a acinzentados. Aréolas sobre as costelas, emersas, glabras, escama basal cordiforme, clara, ca. 1 mm compr.; ramos jovens e basais com 5-10 cerdas vítreas, brancas.

Flores campanuladas, 1-2 por aréola, 0,9-1,9 cm compr. e 0,6-2 cm larg.; pericarpelo esférico, glabro; perianto branco, rosa-pálido ou amarelo-pálido, sepalóides amarelo-pálidos ou rosapálidos, petalóides brancos ou rosa-pálidos; anel nectarífero amarelo ou alaranjado na base do perianto; filetes brancos ou rosados, anteras brancas; estilete branco ou esverdeado, estigma 4-6 lobado, brancoesverdeado.

Frutos globosos ou elipsóides, 0,5-0,7 cm compr. e 0,4-0,5 cm larg., glabros, atropurpúreos; cicatriz do perianto 1-2,5 mm larg., branca.

Sementes 1-1,5 mm compr., castanhas.

Distribuição: L. lumbricoides ocorre na Bolívia, Argentina, no Uruguai, Paraguai e no Brasil, de São Paulo até o Rio Grande do Sul (Barthlott & Taylor 1995). No Estado, a espécie ocorre em todas as formações florestais, porém é rara na Floresta Ombrófila Densa.

Barthlott e Taylor (1995) reconheceram duas formas de L. lumbricoides, citando para o Estado L. lumbricoides f. lumbricoides, que segundo os autores, se caracteriza por apresentar cerdas vítreas brancas. A espécie é reconhecida na natureza pelo aspecto característico dos artículos, semelhantes a fios, pendentes ou reptantes, e pelas escamas brancas bem visíveis sobre as aréolas. No herbário, a desidratação confere um aspecto costado aos artículos. L. lumbricoides floresce de julho a novembro e frutifica de setembro a fevereiro.

Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.

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