Plantas epifíticas ou rupícolas, reptantes a pendentes.
Artículos basais em parte cilíndricos e lenhosos, os terminais 3-5 angulados, raramente aplanados, até 60 cm compr. e 0,4-1,5 cm larg., verdeescuros a vermelhos quando expostos à intensa luz solar; margem crenada. Aréolas imersas, com cerdas 0,4-0,7 cm compr., brancas ou douradas, abundantes, escama basal triangular 1 mm compr.
Flores campanuladas, 1-2 por aréola, 0,5-0,9 cm compr. e 0,5-1 cm larg.; pericarpelo esférico, glabro; perianto rosa ou lilás, sepalóides e petalóides rosados ou lilases; filetes rosados, anteras brancas; estilete rosado, estigma (2)3-5 lobado, rosado.
Frutos globosos ou obovóides, 0,5-1 cm compr. e 0,5-0,7 cm larg., glabros, cor magenta; cicatriz do perianto 1 mm larg., branca.
Sementes 1-1,5 mm compr., castanhas.
Distribuição: L. cruciforme ocorre na Argentina, no Paraguai e no Brasil, de Pernambuco até o Rio Grande do Sul (Barthlott & Taylor 1995). No Rio Grande do Sul ocorre em todas as formações florestais, exceto nas existentes nas regiões de Savana e Savana Estépica.
A espécie foi identificada erroneamente como R. dissimilis (G.A. Lindb.) K. Schum. por Lindeman et al. (1975), sendo que R. dissimilis ocorre apenas em São Paulo e no Paraná (Barthlott & Taylor 1995).
Quando os artículos são aplanados (raro), L. cruciforme pode ser confundido com L. warmingianum (K. Schum.) Barthlott, do qual se diferencia por apresentar cerdas longas e abundantes nas aréolas, flores rosadas ou lilases e frutos magenta (rosa intenso). As plantas desenvolvem-se bem em locais com bastante luz, onde os artículos adquirem coloração vermelha. A espécie floresce de setembro a junho e frutifica de fevereiro a setembro.
Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.