Plantas epífitas ou rupícolas; ramos jovens eretos com até 1,0 m de comprimento.
Artículos globosos, cilíndricos ou clavados, longamente pedicelados; crescimento fortemente determinado; articulados; usualmente maioesr que 50 mm; de coloração verde até vinácea se expostos ao sol; muito ramificados. Aréolas de 5-15 distribuídas ao longo dos artículos; durante a fase juvenil ocorrem tricomas setáceos alvos.
Flores surgindo das aréolas terminais, 1-3 por aréola; campanuladas; de coloração amarela, rósea ou vermelha; tubo ausente; perianto com 15-18 segmentos; os mais externos curtos, carnosos, apiculados; os mais internos espatulados, delgados; antese diurna; filetes inseridos sobre o disco, na mesma altura dos segmentos do perianto; anteras circulares; ovário com secção triangular; estigma 4-5 lobados, excertos, lobos triangulares, ápice agudo.
Frutos tipo baga, globosos, ligeiramente turbinados, portando restos do perianto, freqüentemente rosados, internamente mucilaginosos.
Sementes ovóides negras, brilhantes, células tectais planas.
A espécie apresenta duas formas: salicornioides, correspondente ao material estudado, e a forma cylindrica (Britton & Rose) Süplie (por possuir os artículos mais ou menos cilíndricos).
Distribuição geográfica: Esta espécie, segundo BARTHLOTT & TAYLOR (op. cit.), ocorre nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Neste trabalho, foi analisado ainda coleções provenientes do estado de Santa Catarina, que de acordo com SCHEINVAR (op. cit.) corresponde a material cultivado.
Dados fenológicos: Tem sido registrada a floração de agosto a novembro e a frutificação estendendo-se até o mês de março.
Fonte: OLIVEIRA JUNIOR, H. F. A família Cactaceae no Parque Estadual de Vila Velha e suas áreas de entorno, Ponta Grossa, PR- Brasil. Rev. da União Latino-americana de Tecnologia, Jaguariaíva, n.1, p.55-82, 2013.