Plantas epifíticas, semi-eretas ou pendentes.
Artículos terminais aplanados, às vezes triangulados na base, lineares, até 45 cm compr. e 1-4 cm larg., verde-escuros a verde-claros; margem crenada. Aréolas com uma escama basal cordiforme 1 mm compr., glabras.
Flores laterais, hipocrateriformes, 20-30 cm compr., noturnas; pericarpelo com brácteas; tubo floral 17-20 cm compr. e 0,2-0,3 cm larg.; perianto 1,8-2 cm compr. e até 2 cm larg., branco, sepalóides branco-esverdeados ou amarelados, petalóides brancos; filetes brancos, anteras castanho-claras; estilete amarelado, estigma 10-lobado, branco.
Frutos ovóides a oblongos, 3,5-9 cm compr. e 1,7-4 cm larg., com estrias longitudinais e brácteas, roxo-róseos.
Sementes obovadas, 3-4 mm compr., brilhantes.
Distribuição: E. phyllanthus ocorre do Panamá até o Paraguai e sul do Brasil (Kimnach 1964). No Estado apresentou-se como epífito característico da Floresta Estacional Decidual e Formações Pioneiras (matas ciliares) do Alto e Médio rio Uruguai.
Kimnach (1964) reconheceu seis variedades de Epiphyllum phyllanthus, e citou para o Rio Grande do Sul E. phyllanthus var. phyllanthus, que a diferenciou das demais variedades pelo comprimento da flor (20-30 cm) e do perianto (1,5-4 cm).
E. phyllanthus é reconhecida pelos artículos aplanados e de margem crenada, flores brancas com tubo floral longo e antese noturna. Os frutos maduros apresentam polpa branca e são comestíveis. A espécie floresce de novembro a dezembro e frutifica de dezembro a janeiro.
Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.