Cactaceae – Cereus hildmannianus subsp. uruguayanus

Plantas terrícolas, rupícolas ou acidentalmente epifíticas, arborescentes, podendo alcançar mais de 6 m alt.

Artículos 6-15 cm larg., 5-9 costelas de 3-3,5 cm alt., verdes a acinzentados. Aréolas com numerosos tricomas curtos branco-acinzentados, 1mm compr. e 6-8 espinhos radiais, 0,5-1 cm compr., castanhos a pretos; ausência de gloquídeos.

Flores laterais 10-20 cm compr., noturnas, perfumadas; pericarpelo 1-2 cm compr. e até 1cm larg.; tubo floral 4,5-8,5 cm compr. e 1-1,5 cm larg.; perianto branco ou rosado, sepalóides crassos, rosados, petalóides delgados, brancos; estames brancos; estilete verdeesbranquiçado, estigma 12-14 lobado, amarelo.

Frutos carnosos, globosos, 4,0 cm compr., avermelhados; cicatriz do tubo e perianto 1,5 cm compr., clara.

Sementes 1,5-2 mm compr.

Distribuição: C. alacriportanus ocorre no Brasil, no Rio Grande do Sul, onde foi coletada próximo a Porto Alegre (Schumann 1890). No Rio Grande do Sul, a espécie ocorre como epifítica nas Formações Pioneiras (matas arenosas, turfosas e ciliares), preferencialmente sobre butiás (Butia capitata (Mart.) Becc.) e figueiras (Ficus organensis Miq.).

A espécie foi citada como C. peruvianus (L.) P. Mill. em trabalhos mais antigos (Rambo 1954a; 1956a; Lindeman et al. 1975) e, mais recentemente, como C. hildmannianus K. Schum. (Gonçalves & Waechter 2003). Neste estudo, a espécie ocorrente no Estado foi considerada como sendo C. alacriportanus Pfeiff., em virtude de ser o nome mais antigo e ter sido coletada próximo à localidade típica (Porto Alegre). O hábito epifítico foi referido por Waechter (1998) e Gonçalves & Waechter (2003) para a Planície Costeira do Rio Grande do Sul.

Os exemplares de C. alacriportanus epifíticos apresentam-se menos desenvolvidos que os indivíduos terrícolas ou rupícolas, provavelmente devido a menor quantidade de substrato, porém florescem e frutificam normalmente. A espécie floresce de dezembro a abril e frutifica de março a maio.

Sinonímia botânica: Cereus alacriportanus

Fonte: BAUER, D. & WAECHTER, J. L. Sinopse taxonômica de Cactaceae epifíticas no Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Acta bot. bras. v.20(1), p.225-239, 2006.

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