Terrícolas ou rupícolas até 20 m compr., eretas. Caules castanhos ou esverdeados, ramificações apicais, subapicais ou laterais, 2-furcados, segmentos com formato dimórfico; segmentos primários cilíndricos, 9–18 × 0,32–2,8 cm, crescimento determinado; segmentos secundários aplanados, estreito-elípticos, base aguda, ápice arredondado, margens lisas, 5–14 × 3,4–10,8 mm, crescimento determinado.
Aréolas estéreis 0,8–2 mm larg., aréolas estéreis com ou sem 1 espinho aciculado, 1,1–25 mm compr., gloquídios castanhos, 1,5–3 mm compr., folhas cilíndricas, decíduas 1,4–4,7 mm compr., aréolas férteis 2,2–5 mm larg., lanosas, podários não desenvolvidos.
Flores 1 por aréola, 1,3–3,5 × 1,2–2,1 cm, apicais, subapicais ou laterais, rotáceas; pericarpelos esverdeados, 0,8–3,6 × 0,7–1,1 cm, emersos do caule, piriformes, cobertos de aréolas estéreis; segmentos externos do perianto amarelados, 4,5–7 × 3–6 mm, eretos, triangulares a obovais; segmentos internos do perianto amarelados com centros mais escuros, 10–18 × 4–6 mm, eretos, oblanceolados a obovais.
Frutos verde-amarelados a vináceos, 2–3,8 × 1,4–2,9 cm, elípticos a globosos.
Sementes 1–2, castanhas, 6,5–9,1 × 6–7,6 mm, globosas.
Brasiliopuntia brasiliensis é caracterizada por possuir segmentos caulinares primários cilíndricos, dos quais surgem os segmentos caulinares aplanados, ou cladódios. Ocorre naturalmente na Estação Ecológica do Caiuá, em sub-bosque de Floresta Estacional Semidecidual no Paraná. O estado representa o limite sul de ocorrência da espécie no Brasil. Difere de Opuntia monacantha Haw. pois esta não apresenta os segmentos primários cilíndricos.
Fonte: SOLLER, A.; SOFFIATTI, P.; CALVENTE, A. & GOLDENBERG, R. Cactaceae no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.65(1), p.201-219, 2014.