Bromeliaceae – Tillandsia globosa

Epífita, 12-18cm; caule pouco alongado.

Folhas rosuladas, polísticas, eretas, 12-18cm; bainha alargada; lâmina ca. 1mm larg., linear-filiforme, ápice atenuado. Escapo 5-10cm, não ultrapassando as folhas; brácteas 5-12×0,5-1cm, ovais, ápice aristado, imbricadas, as basais
foliáceas, densamente lepidotas.

Inflorescência composta, com ramificações de até segunda ordem, 4-6cm, laxa, piramidal a globosa; ramos curtos, não complanados; flores polísticas. Brácteas florais marrom-avermelhadas, 1,3-1,8×0,3-0,6cm, ultrapassando as sépalas, ovais, ápice apiculado, as basais com ápice aristado, lepidotas. Flores com sépalas róseas, 1-1,3cm, livres, lanceoladas, ápice agudo, carenadas, lepidotas; pétalas lilases, 1,2-1,8cm, liguladas, ápice obtuso; estames livres, inclusos, atingindo ca. 2/3 do comprimento das pétalas, igualando ao gineceu, filetes plicados, anteras dorsifixas; ovário ovóide, estilete mais curto que as pétalas.

Distribuição geográfica e habitat: Tillandsia globosa ocorre na Venezuela e leste do Brasil, nos estados da Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, em regiões florestais, como epífita.

Fenologia: Coletada com flores em setembro e outubro.

Espécie pertencente ao subgênero Anoplophytum, assemelhando-se a T. geminiflora pelo padrão de inflorescência. Porém as duas espécies podem ser distintas pela presença, em T. globosa, de folhas filiformes, brácteas escapais e florais marrom-avermelhadas, inflorescência que pode variar de laxa com poucas flores como no caso do espécime ilustrado a subglobosa e densa e pétalas liguladas e lilases.

Por outro lado, T. geminiflora apresenta folhas estreito-triangulares, brácteas escapais vermelhas, brácteas florais avermelhadas, além de possuir inflorescência composta, com ramificações de até terceira ordem e pétalas espatuladas e róseas.

Não foi adotada a classificação infraespecífica no presente trabalho, considerando não apenas a pequena quantidade de material disponível, mas também a situação em que esse material se encontra, o que não permitiu a análise e a classificação segura dos exemplares em nível infraespecífico. Além disso, segundo Tardivo (2002), o número de espigas é variável na espécie, não sendo este caráter importante para separação de táxons infraespecíficos.

Fonte: FIORATO, L. O gênero Tillandsia L. (Bromeliaceae) no estado da Bahia, Brasil. 107 p. Dissertação (Mestrado em Biodiversidade). Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo-SP, 2009.

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