Subarbusto rupícola. Caule ereto, glabro. Estípulas 12−26 × 3−9 mm, ovado-lanceoladas, tardiamente caducas, glabras.
Pecíolos 4−11 cm, esparsamente aracnoides; lâminas basifixas, 8.5−16.5 × 4−8.3 cm, ovadas a largamente ovadas, inteiras, assimétrica, base lobulada, lobulada, cordada, margem ligeiramente erosa, ápice acuminado; papiráceas, glabras com indumento aracnoide nas nervuras da face abaxial; nervura principal diferenciável das demais nervuras principais, oblíqua em relação ao pecíolo.
Cimeiras dicasiais 10−16.5 cm, 3 nós, aracnoides. Flores estaminadas alvas, sépalas 2, ca. 12 × 11 mm, circulares, pilosas na face abaxial; pétalas 2, ca. 10 × 4 mm, obovadas, glabras (Mamede et al. 2012). Flores pistiladas alvas, tépalas 4(-6), 3−6 × 2−5 mm, ovadas, margem denteada, ciliada, pilosas (Mamede et al. 2012).
Cápsulas 2−3 × 8 mm, glabras; alas desiguais entre si, as menores ca. 9 × 1 mm, a maior 9−11 × 6−8 mm, largamente obovada.
Esta espécie pouco coletada e pouco conhecida, é considera endêmica de São Paulo por Jacques (2015), aqui se amplio a distribuição ao estado do Paraná, onde ocorre em locais rochosos úmidos, na borde das matas.
Begonia vicina é comumente confundida com B. stenolepis provalmente por possuírem lâminas ovadas (Fig. 16v) e tenuemente ornamentadas, no entanto em B. vicina as cápsulas possuem alas desiguais entre si (Fig. 16u) e os pecíolos são aracnoides (Fig. 16s), enquanto em B. stenolepis as cápsulas possuem alas subiguais (Fig. 16l) e os pecíolos são puberulentos.
Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.