Subarbusto terrestre. Caule ereto, glabro. Estípulas 7−12 × 4−5 mm, oblongo-triangulares, margem ciliada, tardiamente caducas, pubescentes.
Pecíolos 3−6 cm compr., pulverulento (tricomas glandulosos); lâminas basifixas, 9−18 × 4.7−11.2 cm, ovada a
amplamente ovada, palmatífidas, assimétricas, base lobulada, cordada, margem crenado-denteada, ápice agudo; membranáceas, pulverulentas (tricomas glandulosos) nas duas faces; nervura principal diferenciável das demais nervuras basais, oblíqua em relação ao pecíolo.
Cimeiras dicasiais, 7−10.5 cm compr., 5−7 nós, pubescente. Flores estaminadas alvas, sépalas 2, 10−11 × 11 mm, circulares, margem inteira, pulverulentas na face abaxial (Smith & Smith 1971); pétalas 2, 8−9 × 3−5 mm, obovadas, margem inteira, glabras. Flores pistiladas alvas, tépalas 5, 9−11 × 5−6 mm, ovadas a amplamente elípticas, margem
inteira, glabras.
Cápsulas 10−11 × 3−4 mm, glabras; alas desiguais entre si, as menores 10−11 × 1−5 mm, a maior 10−14 × 14−25 mm, obovada depressíssima (linguiforme).
Begonia per-dusenii ocorre em Argentina y no Brasil ocorre nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (Jacques 2015), entre 600 a 1000 m de altitude.
Begonia per-dusenii distingue-se das demais espécies da região sul pelas lâminas ovadas (Fig. 12l), com margem denteada e cápsulas com a ala maior notoriamente obovado-depresíssima (linguiforme) (Fig. 12j), mas sobretudo pelos tricomas segmentados com ápice glandular (Fig. 12k), que conferem à superfície da planta, especialmente às folhas, pequenos pontos brilhantes contra a luz. Esses tricomas também foram observados em B. stenolepis, da qual B. per-dusenii especialmente pelas cápsulas (ver comentários sob B. stenolepis).
Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.