Begoniaceae – Begonia konder-reisiana

Subarbusto ou erva, terrestre ou rupícola (Smith & Smith 1971). Caule ereto, glabro. Estípulas 23−42 × 13−15 mm, oblongo-lanceoladas, margem inteira a ligeiramente denteada, persistentes, glabras.

Pecíolos 2−4.2 cm compr., glabros; lâminas basifixas 7.9−12.7 × 3.2−5.4 cm, largamente elípticas, inteiras, fortemente assimétricas, base lobulada, cordada/obtusa, margem inteira, ápice acuminado; cartáceas, glabras; nervura principal diferenciável das demais nervuras basais, oblíqua em relação ao pecíolo.

Cimeiras dicasiais, 7.5−10 cm compr., 2 nós, glabras. Flores estaminadas não observadas, alvas, sépalas 2, 13−15 × 9−14 mm, circulares a amplamente elípticas, margem inteira, glabras; pétalas ausentes. Flores pistiladas não observadas, alvas, tépalas 5, 10 mm compr., ovadas (Smith & Smith 1971).

Cápsulas, não observadas, 14 mm compr.; alas subiguais entre si, ca. 20 × 4 mm, elípticas (Smith & Smith 1971).

Begonia konder-reisiana é endêmica do estado de Santa Catarina, ocorrendo da região próxima ao município de Joinville. Ocorre no interior de florestas, em locais de sucessão secundária, a aproximadamente 800 m de altitude.

As estípulas persistentes de Begonia konder-reisiana se assemelham àquelas de B. itupavensis, no entanto tendem a ser oblongolanceoladas (Fig. 12a) (vs. ovado-lanceoladas) e mais compridas (23−42 mm vs. 13−23 mm) na primeira. A distinção entre as duas espécies também se dá pela forma das lâminas foliares, comentada sob B. itupavensis.

Fonte: VILLADA, J. C. J. Sinopse taxonômica do gênero Begonia L. (Begoniaceae) para a Região sul do Brasil. 90f. Dissertação (Mestrado em Biologia). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2017.

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