Caule 5-10 x 0,7-1,5 cm, ereto ou decumbente, com escamas oblongolanceoladas; folhas eretas fasciculadas; pecíolo 44-100 x 0,7-1,5 cm, quando vivo 1/3 proximal verde escuro azulado e 2/3 distal castanho claro com máculas escuras, com aeóforos lineares laterais, com tricomas septados, com escamas lanceoladas (10-25 x 0,5-3 mm), ápice acuminado-sinuoso, base truncada ou cordada, margem inteira, concolores, castanho escuras; lâmina 55-160 x 26-70 cm, 1 pinado-pinatífida, incisas 1/3-2/3 da margem, lanceolada, ápice agudo a acuminado, cartácea a subcoriácea, tecido laminar glabro nas duas faces; raque glabrescente, tricomas septados (0,1-0,2 mm) nas duas faces, face abaxial com escamas 1-1,5 x ca. 0,1 mm lineares, margem inteira; gema prolífera ausente; pinas 20-36 x 3,5-5 cm, oblongas, ápice longo acuminado, base truncada, margem inciso-serreada, revoluta ou plana, pecioluladas; nervuras livres, simples e furcadas, terminação com hidatódios, com tricomas septados e escamas filiformes na face abaxial; soros 1,5-4 x ca. 0,5 mm, simples ou diplazióides, oblongos, localizados na 1/2 proximal das nervuras, indúsio caduco ou vestigial (ca. 0,1 mm), concolor, margem inteira ou irregularmente lacerada.
Diplazium lindbergii é econtrada nas florestas úmidas e preservadas, sendo facimente reconhecida pela folha verde azulada. No Brasil ocorre na Floresta Atlântica ou nas matas ciliares do cerrado em Goiás e Minas Gerais. Segundo Stolze et al. (1994) esta espécie possui uma grande variação da lâmina foliar quanto à consistência e margem, que pode ser plana ou revoluta. Ainda segundo estes autores muitos espécimes de Diplazium lindbergii têm sido determinados como D. brasiliense Rosenst. Analisando os materiais-tipo das variedades de D. brasiliense descritas por Rosenstock, constatou-se que Diplazium brasiliense var. glabriuscula é sinônimo de D. lindbergii e Diplazium brasiliense. var. grossedentata é sinônimo de D. ambiguum.
Alguns autores destacam a semelhança entre Diplazium lindbergii e D. striatum, porém estas espécies podem ser diferenciadas pelo indumento na face abaxial do tecido laminar em D. striatum ausente em D. lindbergii.
Fonte: MYNSSEN, C. M. Woodsiaceae (Hook.) Herter (Polypodiopsida) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Diretoria de Pesquisa Científica. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2011.