Caule 3-11 x 0,2-0,5 cm, longo reptante, com tricomas septados, escamas lanceoladas; folhas eretas, afastadas; pecíolo 7-28 x 0,2-0,4 cm, castanho claro, com tricomas catenados e glandulares, com escamas lineares a lanceoladas, 2-10 x 0,5-1-mm, margem inteira; lâmina 17-35 x 12-24 cm, 1 pinado-pinatífida, ovado-deltóide, tecido laminar com tricomas catenado e glandulares nas duas faces; raque com tricomas semelhantes aos da lâmina nas duas faces, com escamas lanceoladas na face abaxial; pinas 5-16 x 1-3 cm, lanceoladas, pinatífida, ápice acuminado, base truncada, pecioluladas; segmentos oblongos, margem inteira a crenada; nervuras livres simples, pinadas, com tricomas glandulares nas duas faces; soros simples ou duplos, oblongos, indúsio 1-4 X 0,4-1 mm, com tricomas, margem laciniada.
Distribuição geográfica: Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul). América do Norte e América do Sul. Ásia. No Brasil Deparia petersenii é frequentemente encontrada em bordas de trilhas ou estradas que margeiam florestas úmidas. São plantas preferencialmente terrícolas, podendo ocorrer como saxícola em ambientes sombreados e úmidos ou mais expostos ao sol.
Plantas terrestres, raro rupícolas; caule ereto, decumbente ou reptante, escamoso; folhas monomorfas ou subdimorfas, eretas ou arqueadas, fasciculadas; pecíolo subcilíndrico, com escamas e tricomas ou glabrescente, com dois aeróforos lineares laterais ou não; lâminas simples, pinadas ou 1-4 pinado-pinatífidas, membranáceas, cartáceas ou coriáceas, glabras ou pubescente, tricomas simples, septados ou ramificados; raque cilíndrica na face abaxial, sulcada na adaxial com duas aletas membranáceas, interrompidas na inserção das pinas e formando lacínios, glabra ou pubescente, escamosa ou não, escamas lineares a lanceoladas, margem inteira ou com dentes simples ou bífidos, concolores ou bicolores; nervuras livres, simples ou furcadas, se reticuladas sem vênulas inclusas; soros simples ou diplazióides (duplos sobre as nervuras), elípticos, lineares ou oblongos, com indúsio amplo ou vestigial, membranáceo, elíptico ou oblongo, nunca unciforme, glabro ou com tricomas, margem inteira, lobada, dentada ou fimbriada; esporos monoletes, elipsoidais, cristados, alados ou equinados. Diplazium é constituído por plantas predominantemente terrestres, podendo ser algumas vezes rupícolas. Estima-se que o gênero inclua cerca de 400 espécies amplamente distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais, geralmente associadas a florestas úmidas e preservadas. No Neotrópico ocorrem cerca de 100 espécies com a maior diversidade localizada nos centros Andino e Guiano (Tryon, 1972).
Devido à ausência de categorias infra-específicas e ao elevado número de espécies com ampla distribuição geográfica, o conhecimento deste gênero ainda encontra-se fragmentado. O tratamento de Diplazium tem sido incrementado a partir de estudos de floras. A revisão taxonômica das espécies brasileiras apontou a ocorrência de 22 espécies (Mynssen, 2010). Porém, acredita-se que esse número seja inferior ao real, uma vez que muitas espécies estão inseridas em complexos taxonômicos e existe a formação de híbridos.
Fonte: MYNSSEN, C. M. Woodsiaceae (Hook.) Herter (Polypodiopsida) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Diretoria de Pesquisa Científica. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2011.