Asteraceae – Vernonanthura montevidensis

De arbusto a árvore com até com até 12 m de altura, inermes, monoicos. Ramos folhosos estriados, glabros a estrigosos, com pontuações glandulosas.

Folhas alternas, concolores, opacas, sésseis ou subsésseis. Pecíolo inconspícuo ou com até 3 mm de comprimento, estrigoso, caniculado ou achatado. Limbo foliar lanceolado ou oblanceolado, com 14-53(69) mm de comprimento e 6-12(16) mm de largura. Nervação broquidódroma (folhas com margens inteiras) ou eucamptódromas (folhas denteadas), com 5-10 pares de nervuras secundárias, reticulação inconspícua. Superfície adaxial glabra ou estrigosa, glanduloso-pontuada, superfície abaxial glabra ou estrigosa, glanduloso-pontuada. Margem foliar revoluta, inteira ou denteada, ápice agudo, base atenuada.

Capitulescência em corimbos terminais e axilares. Capítulos 8-12-floros, subtendidos por pedicelos vilosos com até 4 mm de comprimento. Invólucro turbinado, 8-10-seriado, com 5-6 m de altura, filárias internas com ápice obtuso-mucronadas, sem pontuações glandulosas, glabrescentes, margem inteira ou ciliada.

Cipselas com ca. 2 mm de comprimento, hirsutas, 10-11-costadas, glandulosopontuadas.

Papus bisseriado, serie externa paleácea com 0,8 mm de comprimento, serie interna filiforme com 4-5 mm de comprimento, ambas persistentes.

Espécie que dentre as demais árvores e arvoretas do gênero Vernonanthura destaca-se por apresentar folhas sésseis e subsésseis (Figura 55F). Destaca-se também por apresentar folhas de pequenas dimensões, glabras ou estrigosas, glanduloso-pontuadas em ambas as faces, e capítulos dispostos em cimas corimbiformes densas (Figura 55).

Vernonanthura montevidensis vegetativamente é semelhante a Baccharis dracunculifolia e B. semiserrata. Essas espécies apresentam folhas pequenas (até 70 mm), lanceoladas, glanduloso-pontuadas, com margens denteadas ou inteiras. Era comum também ser encontrada como Baccharis sp. nas coleções consultadas. Vernonanthura montevidensis difere-se das duas espécies acima por apresentar nervuras broquidódromas ou eucamptódromas e capítulos organizados em cimas corimbosas.

Fonte: COLARES, R. Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina: de identificação a interações com o clima. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma-SC, 2019.

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