Asteraceae – Symphyopappus itatiayensis

Árvore com até 8,5 m de altura, inerme, monoica. Ramos folhosos hexagonais, glabros, sem pontuações glandulosas.

Folhas opostas, concolores, vernicosas, pecioladas. Pecíolo com 7-20 mm de comprimento, glabros, caniculados. Limbo foliar ovado, com 76-140 mm de comprimento e 15-35 mm de largura. Nervação acródroma imperfeita, com 7-9 pares de nervuras secundárias, reticulação densa. Superfícies adaxial e abaxial glabra, com pontuações glandulares conspícuas ou não. Margem foliar plana, crenada ou serrada, dentes pouco projetados (geralmente <0,5 mm), ápice atenuado, base obtuso-acuneada, às vezes curtoatenuada na região proximal.

Capitulescência em corimbos congestos. Capítulos 5-floros, sésseis ou com pedicelos de até 1,5 mm. Invólucro cilíndrico, 4-5-seriado, com 7-8 mm de comprimento, filárias internas com ápice obtuso, com pontuações glandulosas, glabras, margem ciliada.

Cipselas com 1,9-2,1 mm de comprimento, glabras, 5-angulosas, com pontuações glandulosas na região distal.

Papus unisseriado, formado por cerdas filiformes com 3,8-5 mm de comprimento.

OBSERVAÇÕES: Symphyopappus itatiayensis é espécie característica por apresentar folhas opostas, vernicosas, oval-lanceoladas, e inflorescência corimbosa (Figura 44A e C). Outras características relevantes são a consistência herbácea, base foliar obtuso-acuneada e ápice atenuado. Muito semelhante à Raulinoreitzia leptophlebia, em material vegetativo pode ser facilmente confundida. A principal distinção vegetativa entre as espécies é realizada a partir da margem foliar, onde S. itatiayensis normalmente apresenta folhas crenado-denteadas, com dentes por vezes de ápice arredondado e margem basal côncova, enquanto R. leptophlebia apresenta dentes proeminentes (cerca de 1 mm projetados) com a margem basal reta. Essa característica nem sempre possibilita a diferenciação entre as duas espécies por S. itatiayensis poder também apresentar folhas com dentes projetados. Nesses casos a distinção pode ser realizada a partir apenas da inflorescência, que é paniculada no gênero Raulinoreitzia e corimbosa em Symphyopappus.

No material consultado a espécie foi bastante confundida com S. compressus e S. lymansmithii, diferindo de ambas por apresentar folhas ovais com ápice longamente atenuado. Espécie com registro confirmado para a FOD e em alguns pontos no extremo leste da FOM (Figura 41), ocorre desde a região do Extremo Sul Catarinense até a região Norte do Estado.

Fonte: COLARES, R. Asteraceae arbóreas em fragmentos florestais de Santa Catarina: de identificação a interações com o clima. 122f. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais). Universidade do Extremo Sul Catarinense. Criciúma-SC, 2019.

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