Subarbusto ereto; ramos densamente vilosos.
Pecíolo ca. 2mm, viloso; lâminas 2-3×1-1,2cm, oblongas, ápice agudo, arredondado, mucronado, base subcordiforme, tomentosas.
Inflorescências reduzidas a 1 flor pendente; pedúnculo ca. 2,5mm. Pedicelos ca. 1cm, tomentosos; sépalas ca. 5,5×1mm, triangular-lanceoladas, externamente tomentosas; corola esverdeada, acastanhada, tubo ca. 4mm, externamente pubescente, tomentoso, internamente puberulento, lobos ca. 11×4mm, triangulares, patentes, reflexos, externamente pubescentes, internamente seríceotomentosos; segmentos da corona ca. 1,5×2mm, mais curtos que as anteras, subquadrangulares, providos internamente de 1 apêndice dentiforme, ápice com 2 expansões laterais ca. 2,5×0,5mm, luniformes.
Ginostégio séssil; parte locular da antera ca. 2mm, retangular, asas superando o dorso, apêndice membranáceo linearlanceolado, 2-3 vezes mais longo que a parte locular; retináculo 2,2-2,26×0,36-0,4mm, de perfil geniculado, espessado, caudículas 0,22-0,32mm, horizontais, dente lateral curvo, livre, polínias 1,36-1,5×0,12-0,14mm, sigmóides; apêndice estilar ca. 7mm, cilíndrico, profundamente bífido.
Folículos ca. 9×1,2cm.
Nordeste a Sudeste do Brasil. E7: campo de altitude. Coletada com flores e frutos em abril.
Espécie representada apenas pela subsp. strictum, através de uma única coleta no Estado de São Paulo, caracterizada principalmente por apresentar a corona luniforme, enquanto a subsp. polyanthum Hoehne caracteriza-se pela corona aliforme. Em outros estados também foram encontrados representantes de hábito volúvel.
Ilustrações em Hoehne (1916) e Fontella-Pereira et al. (1995).
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.