Apocynaceae – Oxypetalum pachyglossum

Arbusto volúvel; ramos glabros, pubescentes.

Pecíolo 0,7-2cm, pubescente; lâminas 5-15×0,7-4cm, lanceoladas, oblongo-lanceoladas, oval-oblongas, ápice acuminado, base cordiforme, glabras, pêlos na base junto à nervura dorsal.

Inflorescências cimosas, multifloras; pedúnculo 1,5-5(-8)cm. Pedicelos 1-1,2cm, tomentosos; sépalas 2,5-3×0,7-1mm, triangular-lanceoladas, externamente pubescentes; corola amarelo-esverdada, tubo 2-3mm, externamente glabro, internamente barbelado, lobos 4-4,5×2,5mm, oval-lanceolados, eretos, patentes, externamente glabros, internamente papilosos; segmentos da corona 2,5-3×1,5-2mm, ultrapassando as anteras, alvos, oblongos, ápice bífido, espessado.

Ginostégio 1,2mm, subséssil; parte locular da antera 0,6-0,8mm, quadrangular, asas superando o dorso, apêndice membranáceo oval; retináculo 0,48-0,64×0,16-0,18mm, oblongo-lanceolado, caudículas descendentes, dente incluso, polínias 0,62-0,7×0,2-0,22mm, oblongas, ovais; apêndice estilar ca. 1,3mm, vinoso, cônico, pouco visível, algumas vezes encoberto pelos apêndices membranáceos.

Folículos 8-9×0,7-1cm.

Do Nordeste ao Sul do Brasil. E7, E8, F5: preferencialmente em locais paludosos, mas também na mata mesofítica, campo e áreas perturbadas. Coletada com flores de julho a abril e com frutos de novembro a abril.

Espécie intensamente coletada na cidade de São Paulo até meados deste século, hoje provavelmente rara. Ilustrações em Hoehne (1916).

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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