Apocynaceae – Oxypetalum martii

Erva ereta, tomentosa, 15-65cm.

Pecíolo 2-3mm; lâminas 3-7×0,3-0,8cm, linear-lanceoladas, oblongas, ápice acuminado, agudo, base truncada, arredondada, margem revoluta.

Inflorescências umbeliformes, multifloras; pedúnculo 1,2-4cm. Pedicelos 1-2,3mm; sépalas 3,5-4×1-1,2mm, triangulares; corola verde-acastanhada, tubo 2,2-3mm, lobos 3,4-4,5×1,5mm, triangular-lanceolados, patentes a reflexos, externamente pubescentes, internamente barbelados apenas na base; segmentos da corona 1,7-2×0,7-1,5mm, ultrapassando as anteras, esverdeados, ovais, bífidos até a porção média.

Ginostégio séssil; parte locular da antera 0,5-0,6mm, subquadrangular, asas superando o dorso, apêndice membranáceo ovallanceolado; retináculo 0,24×0,1mm, elipsóide, caudículas 0,12mm, horizontais, curvas e contraídas junto às polínias, desprovidas de dente, polínias 0,38-0,4×0,1mm, oblongas; apêndice estilar ca. 4mm, alvo, cilíndrico, ápice corniforme.

Nordeste ao Sul do Brasil. B6, D6, E8: campo e cerrado. Coletada com flores de setembro a novembro, frutificando em seguida.

Nos herbários esta espécie pode ser confundida com Oxypetalum capitatum devido à semelhança das porções vegetativas e flores reduzidas. No entanto, O. martii apresenta polinários com caudículas desprovidas de dente e retináculo elipsóide, enquanto que O. capitatum apresenta caudículas com dentes e retináculo lanceolado a oblongo. Devido a grande variação morfológica encontrada nesta espécie, Hoehne (1916) propõe 3 formas: matto-grossense, mineira e paulista. Todos os exemplares aqui examinados concordam com a forma paulista. Ilustrações em Hoehne (1916).

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

Deixe um comentário