Subarbusto volúvel; ramos pubescentes, tomentosos.
Pecíolo 1,5-3cm, tomentoso; lâminas 3-10×1,5-6,5cm, ovais, bastante polimórficas, ápice acuminado, base cordiforme, tomentosas.
Inflorescências corimbiformes, multifloras; pedúnculo (0,8-)1,3-3cm. Pedicelos 7-10cm, tomentosos, vilosos; sépalas 4,5-6×0,3-0,9mm, linearlanceoladas, triangulares, externamente tomentosas; corola alva, tubo 4-6mm, externamente pubescente, tomentoso, internamente viloso-barbado, lobos 10-13×1mm, lineares, externamente pubescentes, tomentosos, internamente barbados na base e no restante pubescentes, tomentosos, patentes, torcidos; segmentos da corona 2,4-3×1,3-1,7mm, mais curtos que as anteras, alvos, ovais, ápice arredondado, truncado, 1 calo carnoso atingindo a porção média.
Ginostégio 2,3-3mm, séssil; parte locular da antera 0,9-2mm, retangular, asas tão longas quanto o dorso, apêndice membranáceo oval; retináculo 0,66-0,72×0,14-0,2mm, linear-oblongo, caudículas 0,26-0,35mm, descendentes, dente incluso, polínias 0,54-0,64×0,16-0,2mm, oblongas; apêndice estilar 1-1,3cm, cilíndrico, bífido a partir da porção média ou abaixo, 2 ramos flexuosos.
Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, também no Paraguai e Argentina. B4, C5, C7, D6: cerrado, mata de planalto e áreas perturbadas. Coletada com flores em março, abril e setembro.
Hoehne (1916) também cita a var. longipedunculata Silveira, caracterizada pelos pedúnculos mais longos. Entretanto, essa variedade não foi considerada neste estudo.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.