Subarbusto ereto; ramos tomentosos, ca. 65cm.
Pecíolo ca. 1cm, tomentoso; lâminas 3,5-4,5×1-2cm, oblongas, lanceoladas, ápice acuminado, base subcordiforme, truncada, pubescentes, ausência de coléteres.
Inflorescências umbeliformes, multifloras; pedúnculo ca. 0,7-1,2cm. Pedicelos ca. 2,5-5mm, tomentosos; sépalas ca. 3,5-4×1mm, triangulares, externamente pubescentes, tomentosas; corola atropurpúrea, externamente pubescente, tomentosa, internamente glabra, tubo ca. 2,5-5mm, lobos ca. 3,5-4×1,5-2mm, triangulares, patentes, levemente reflexos; segmentos da corona ca. 1,3-1,7×0,8mm, ultrapassando a altura das anteras, verdes a amarelos, oblongo-ovais, ápice arredondado-recurvado, inteiro, mais altos que o apêndice estilar, providos internamente de 2 pregas na base.
Ginostégio séssil; parte locular da antera ca. 0,5-0,7mm, subquadrangular, asas mais curtas que o dorso, apêndice
membranáceo suborbicular; retináculo ca. 0,4×0,1mm, oblongo, elíptico, caudículas ca. 0,16-0,2mm, horizontais,
dente lateral curvo, livre, polínias ca. 0,46×0,14mm, oblongo-elípticas; apêndice estilar ca. 1mm, vináceo, cônico.
Sudeste e Sul do Brasil. D6: campo. Coletada com flores de novembro a dezembro, frutificando em seguida.
Espécie reconhecida pelas flores de corola atropurpúrea e corona amarela, muito conspícua. Aparentemente estava extinta no Estado, a última coleta datava de 1943, devido ao esforço de coleta foi novamente encontrada, entretanto em área bastante suscetível.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.