Arbusto volúvel.
Pecíolo 10-15mm, glabro; lâminas 3,7-6,2×1,5-2,5cm, ovais ou elípticas, ápice acuminado ou agudo, base truncada a obtusa, glabras.
Inflorescências do mesmo comprimento ou mais curtas que o pecíolo, dicótomas a tricótomas; pedúnculos secundários 3-7mm, pedúnculos terciários 1-3mm, glabros, 9-12-floras. Pedicelos 2,5-4mm, glabros; sépalas 0,7-1×0,6-0,9mm, ovais, glabras; corola alvo-esverdeada; lobos 3-3,3×1-1,5mm, oblongos, externamente glabros, internamente levemente puberulentos na base e no restante glabros; corona 1,7-2,2mm, segmentos 3-lobulados, unidos entre si em quase toda a sua extensão, com a parte soldada 2-3 vezes maior em comprimento que o lóbulo mediano.
Ginostégio séssil, totalmente oculto pela corona; parte locular das anteras trapeziforme, asas mais longas que o dorso e bem divergentes na base; retináculo 0,14-0,16×0,06-0,07mm, oblongo, geralmente com as mesmas dimensões que as polínias, caudículas 0,03-0,05×0,03-0,05mm, horizontais, retilíneas, espessadas na parte superior e reticulada na inferior, polínias 0,13-0,15×0,07-0,09mm, oblongas, inermes; apêndice estilar totalmente oculto pela corona.
Restrita ao Sudeste do Brasil nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. E7: Mata Atlântica. Coletada com flores em fevereiro.
Jobinia lutzii está sendo citada para o Estado de São Paulo pela primeira vez. É afim à J. lindberii pela forma das folhas e pela corona encobrindo o ginostégio, diferindo por apresentar inflorescências tão longas ou mais curtas que o pecíolo.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.