Apocynaceae – Ditassa conceptionis

Volúvel; ramos bilateralmente pubescentes.

Folhas opostas; pecíolo 2-5mm, glabrescente; lâminas 5-34×4-13mm, elípticas, oblongas, oval-lanceoladas, ápice mucronado, base cuneada, margem revoluta, pêlos esparsos ao longo da nervura principal e margens, densos na base e no ápice na face adaxial.

Inflorescências 3-4-floras; pedúnculo 2-3mm, glabro. Pedicelos 3-6mm, glabros; sépalas 0,9-1×0,6-0,7mm, ovais, ultrapassando levemente a fauce da corola, glabras; corola alva, lobos 2-2,3×1,5-1,7mm, oval-lanceolados, externamente glabros e internamente pubérulos; segmentos da corona não ultrapassando o ginostégio em comprimento, os externos ca. 1,3×0,6mm, oval-lanceolados, inteiros, unidos na base, formando uma bainha ao redor do ginostégio, os internos reduzidos a diminutas pregas, opostas aos internos, entre as asas da antera.

Ginostégio séssil; parte locular das anteras sub-retangular, asas mais longas que o dorso; retináculo 0,25×0,14mm, oblongo, caudículas ca. 0,07mm, alargando-se junto às polínias, polínias 0,2-0,23×0,11-0,13mm, subelípticas ou oblongas, levemente oblíquas em relação ao retináculo; apêndice estilar capitado.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. D8: mata densa, ca. 2.000m. Coletada com flores em janeiro.

Calathostelma ditassoides E. Fournier foi transferida para Ditassa por Fontella-Pereira (1980) recebendo o epíteto conceptionis em virtude de já existir a espécie Ditassa ditassoides (Silveira) Fontella. Espécie carente em registros, com um para Minas Gerais (material-tipo), um para o Rio de Janeiro, e o registro mais recente para o Estado de São Paulo.

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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