Apocynaceae – Vailia bicuspidata

Subarbusto volúvel.

Pecíolo 1-2,6cm, glabrescente; lâminas 3,5-7×2-2,7cm, elípticas, ápice mucronado, acuminado, base cuneada, aguda, glabrescentes.

Inflorescências 4-8-floras; pedúnculo 1-2cm, glabro. Pedicelos 1-2cm, glabros; sépalas 2-2,5×1,3-1,8mm, ovais, glabras; corola alva ou esverdeada, subcampanulada, lobos 5-7×4-5mm, oval-triangulares, externamente glabros, internamente pubescentes, ciliadas nas margens; segmentos da corona alvos, 2,5-4×1,5-2mm, cimbiformes, faces interna e externa prolongando-se em um processo acuminado e alongado, superando levemente as anteras.

Ginostégio séssil ou subséssil; parte locular das anteras subquadrangular, asas bem mais longas que o dorso; retináculo 0,32-0,35×0,14-0,15mm, oval ou oblongo-elíptico, caudículas 0,19-0,25mm, horizontais, inseridas no terço superior das polínias e no terço inferior do retináculo, polínias 0,5-0,55×0,23-0,28mm, ovais ou oblongo-elípticas; apêndice estilar mamilado.

Até o momento é considerada exclusiva do Brasil, ocorrendo nos estados do Pará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. C6, D3, D6, D7, E5: cerrado, campos rupestres, campos limpos, capoeira, borda de florestas e margens de rios, entre 1.000-1.400m. Coletada com flores de agosto a maio e com frutos de fevereiro a abril e de outubro a dezembro.

Handel-Mazzetti (1931) descreveu Blepharodon itapetiningae para o Estado de São Paulo, porém, baseando-se no exame do holótipo depositado em Viena (WU), bem como na descrição original, chegou-se a conclusão de que se trata de um sinônimo de B. bicuspidatum.

Sinonímia botânica: Blepharodon bicuspidatum

Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.

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