Subarbusto ereto, 25-50cm; ramos pubescentes.
Folhas sésseis ou subsésseis; lâminas 45-95×6-16mm, lineares, linear-lanceoladas ou estreitamente ovais, ápice acuminado, base cuneada ou arredondada, glabras.
Inflorescências 4-21-floras; pedúnculo 1,1-2,9cm. Pedicelos 12-23mm, pubescentes; sépalas 3-4,5×1,2-2mm, linear-lanceoladas, internamente pubescentes; corola alvacenta ou esverdeada, lobos 8-9×3-4mm, ovados ou subelípticos, hialinos, externamente glabros e internamente papilosos na base; segmentos da corona alvos ou róseos, 3,5-5×1-1,5mm, cuculiformes, ápice agudo.
Ginostégio ca. 4mm, estípite ca. 1mm; parte locular das anteras sub-retangular; retináculo 0,3-0,33×0,24-0,27mm, oval, truncado na base, caudículas 0,45-0,6mm, oblíquo-descendentes, polínias 1,5-1,56×0,45-0,51mm, claviformes, levemente falcadas.
Folículos 10,5-11,6×1cm, pubérulos.
Mato Grosso, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ocorre também na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. E5, E6, E7, E8: campos secos. Coletada com flores de novembro a janeiro e abril e com frutos em novembro e dezembro.
Esta espécie apresenta ampla variação quanto à forma e dimensão de suas folhas, o que levou ao estabelecimento de variedades. A var. minor A. St.-Hil. foi sinonimizada por Bacigalupo (1979) e as demais, var. mellodora e var. multinervis Bollwinkel não foram aqui consideradas, em decorrência de sua frágil delimitação. Desta forma, Asclepias mellodora é aqui tratada em sensu amplo.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.