Erva ereta, 10-30cm; ramos pubescentes.
Folhas sésseis ou subsésseis; lâminas 4,5-6×1,5-3cm, ovais ou ovallanceoladas, ápice acuminado, base truncada ou obtusa, margem espessada, discolor, glabras ou glabrescentes.
Inflorescências 5-13-floras; pedúnculo 1-1,8cm, unilateralmente glabrescente. Pedicelos 1,2-1,8cm, glabrescentes ou pubescentes; sépalas 5-6×1,2-1,5mm, lanceoladas, reflexas, externamente pubérulas, internamente glabras; corola esverdeada, lobos 6-7,5×3-3,5mm, ovais ou oval-lanceolados, externamente glabros, internamente papilosos na base; segmentos da corona arroxeados, 1-1,2mm, cuculiformes, tão longos quanto as anteras, na parte superior externa projetados em lobo ovallanceolado, subereto.
Ginostégio ca. 4mm, estípite ca. 1mm; parte locular das anteras sub-retangular, asas mais longas que o dorso; retináculo 0,45-0,48×0,24-0,27mm, subsagitado, caudículas 0,36-0,45mm, polínias 1,26-1,32×0,42-0,45mm, claviformes.
Folículos 6,8-8×0,6-0,7cm, pubérulos.
Ocorre na Bahia, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. E5, E6, E7: cerrado. Coletada com flores de outubro a dezembro e com frutos em dezembro.
Espécie muito próxima à Asclepias candida Vell., especialmente pelo lobo projetado no ápice externo do cuculo, porém suas flores são menores e a corona é arroxeada.
Fonte: PEREIRA, J. F. Asclepiadaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p. 93-156, 2005.