Árvores ou arbustos, 2–4 m alt. Ramos fissurado-lenticelados, glabros a pubescentes.
Folhas com pecíolo 0,5–1 cm compr., plano-convexo, pubescente; lâmina 7,5–15,5 × 4–9,5 cm, verde, discolor, obovada a oblonga, base cuneada a arredondada, raro decorrente, ápice obtuso a emarginado, margem inteira, adaxialmente glabra, abaxialmente glabra com nervura central glabrescente a pubescente.
Inflorescência pleotirsoide, 11–19 cm compr., pubescente; pedúnculo 2–5 cm compr.; brácteas proximais 5,5–15 × 3,5–9 cm, brácteas distais 0,5–3,2 × 0,2–1,5 cm, oblanceoladas a obovadas; bractéolas 2–3 × 1–1,2 mm, ovadas a lanceoladas. Flores com pedicelo 2–3,2 mm compr.; sépalas 2–3,2 × 1–1,5 mm, verdes, ovadas a elípticas, ápice agudo a acuminado, adaxialmente esparso-seríceas, abaxialmente denso-seríceas; pétalas 7–9 × 1–1,2 mm, creme-rosadas, lanceoladas, lineares a loriformes, ápice agudo a acuminado, adaxialmente seríceas, abaxialmente denso-seríceas; estames 6–7, filete maior 6–9 mm compr. e antera 0,8–1 mm compr., filetes menores 2–3,5 mm compr. e anteras 0,4–0,5 mm compr.; ovário ca. 2 mm compr., subesférico, glabro a hirsuto próximo ao ápice; estilete ca. 6 mm compr., subterminal.
Drupas imaturas 1,3–1,5 × 1–1,1 cm, verde-arroxeadas, hipocarpo imaturo verde a alaranjado ou vermelho.
Espécie Neotropical, distribuída do México ao Paraguai (Mitchell 1995; Tropicos 2017), porém, a ocorrência na América Central provavelmente se deu por ação antrópica (Mitchell & Mori 1987).
No Brasil ocorre em quase todos os estados, com exceção de Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina (BFG 2015). Na Serra dos Carajás ocorre na Serra Norte: N1, N2, N3, Serra Sul: S11B e Serra do Tarzan, em canga e mata baixa sobre canga.
Fonte: HALL, C. F. & GIL, A. dos S. B. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Anacardiaceae. Rev. Rodriguésia, v.68, n.3 (Especial), p.911-916, 2017.