Bulbo subterrâneo.
Folhas senescentes, loriformes a ensiformes, afiladas no ápice.
Inflorescência 2-4-flora. Flores alaranjadas a rosadas, creme-esverdeadas no centro; tépala superior quase de mesmo comprimento que a inferior ou pouco mais curto, tépalas externas mais largas, principalmente a superior, 3 tépalas superiores fortemente reflexas, formando um ângulo quase reto em relação ao tubo, 3 inferiores mais contínuas com o tubo; tubo nectarífero 2,2-3,2cm, fino; corona fimbriada, ca. 2mm, creme; filetes fortemente ascendentes a reflexos no terço superior, pólen amarelo; ovário 7-10mm, estilete fortemente ascendente no ápice, estigma capitado a levemente 3-lobado.
Espécie com mais ampla distribuição geográfica, sendo a única encontrada na América Central, além de grande parte da América do Sul. Apresenta uma grande variabilidade de folhas e ambientes, como em baixadas úmidas no planalto, campos, cerrados e sobre rochas. B3, B6, C5, D6, E4. Coletada com flores de agosto a novembro. É a espécie mais cultivada nos jardins, aparece às vezes como espontânea, e multiplica-se por reprodução vegetativa a partir de bulbos descartados ou em áreas de cultivo abandonadas.
Durante muito tempo foi considerada como Amaryllis belladonna, descrita por Linnaeus, além de muito citada como Amaryllis equestris ou Hippeastrum equestre. Hippeastrum puniceum mostra semelhanças com H. reginae (L.) Herb., que apresenta flores vermelhoescuras e tubo mais curto e largo.
Fonte: DUTILH, J. H. A. Amaryllidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.244-256, 2005.