Acanthaceae – Mendoncia velloziana

Caule e ramos ferrugíneo-pubescentes.

Pecíolo 0,8-1,5 cm compr.; lâmina elíptica a oblonga, 6-9,5×3,5-6 cm, ápice arredondado, obtuso a levemente acuminado, às vezes mucronado, base obtusa, às vezes cuneada, margem íntegra; pilosidade esparsa em ambas as faces, densa nas nervuras da face abaxial, nervuras secundárias 5-6 pares.

Inflorescência em fascículo de 2-4 flores; bractéolas 2,2-2,5 cm compr., persistentes, concrescidas na base, ovadas, ápice agudo, freqüentemente apiculado, face externa densamente pilosa, face interna glabra. Pedicelo 4,5-4,7 cm compr., ferrugíneo-pubescente; cálice inteiro, levemente denticulado, 0,5-1 mm compr., glabro; corola vermelha, tubulosa, 2,4-3,5 cm compr., lobos 2-2,7 mm compr., obtusos; filetes 3-5 mm compr., anteras superiores 0,8-1,2 cm compr., inferiores levemente menores; disco expandido, ovário densamente piloso, tricomas simples e glandulosos, estilete 1,2-2,5 cm compr., levemente achatado, rígido, lobos do estigma reduzidos, iguais entre si.

Fruto oval a oblongo, 1,2-2×0,8-1,3 cm, denso-tomentoso; semente 1, esférica a oblonga.

Mendoncia velloziana caracteriza-se, principalmente, pela corola tubulosa, com os lobos reduzidos, e é facilmente distinta de outras espécies do gênero que ocorrem no sudeste do Brasil pela coloração da corola, que em M. puberula Mart. e M. mollis Lindau é alva, e em M. glabra Poepp. & Endl., é amarelada.

M. velloziana tem ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo na Colômbia, Paraguai e Brasil, nos estados do Amazonas, Ceará, Bahia e nas Regiões Sul e Sudeste (Profice 1988), além de Goiás. Essa espécie é tratada por Nees (1847) sob o binômio M. coccinea Vell., posteriormente sinonimizado por Profice (1988). Na Mata do Paraíso, M. velloziana é encontrada ao longo da estrada principal, sobre vegetação arbórea. A floração da espécie se dá, principalmente, nos meses de novembro a março, frutificando entre fevereiro e maio (Braz et al. 2000).

Fonte: BRAZ, D. M.; CARVALHO-OKANO, R. M. & KAMEYAMA. C. Acanthaceae da Reserva Florestal Mata do Paraíso, Viçosa, Minas Gerais. Rev. Brasil. Bot., v.25, n.4, p.495-504, dez. 2002.

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