Acanthaceae – Aphelandra schottiana

Arbustos a subarbustos, 1-3 m alt., pouco ramificados, glabrescentes.

Pecíolo 1-3,5 cm compr.; lâmina estreitamente elíptica a levemente oblanceolada, 24,9-41×8-12,5 cm, ápice agudo a levemente acuminado, base cuneada, face adaxial com pilosidade esparsa nas nervuras, face abaxial glabra, nervuras
secundárias 16-18 pares.

Inflorescência em panículas de espigas, essas subunidades reduzidas, com 2-4 flores, panículas terminais e nas axilas das folhas apicais, corimbiformes, as axilares longo-pedunculadas; bráctea e bractéolas triangulares, bráctea 1,7-2,7 mm compr., bractéolas 0,9-1,6 mm compr. Sépalas concrescidas na base, agudas, 4-5,5×0,1 cm, glabras; corola vermelha externamente, internamente amarelada na região da fauce, curva, 2,8-3,7 cm compr., lobos 1-2 mm compr.; estames paralelos, 2,8-3,6 cm compr., estaminódio filiforme, glabro, inserido na porção mediana do tubo,
anteras oblongas, 2,5-3,1 mm compr., conectivo às vezes prolongado no ápice, às vezes 2-fido; disco discreto, ovário glabrescente, estilete 2,7-3,4 cm compr., estigma ligeiramente 2-lobado.

Cápsula levemente obovada, 0,8-1,3 cm compr., glabrescente; sementes 4, levemente angulosas.

A característica morfológica distintiva de Geissomeria schottiana é a inflorescência do tipo panícula, com as espigas formadas por 1-2 pares de flores; as demais espécies do gênero apresentam inflorescência simples ou pouco ramificada, sendo as espigas com mais de dois pares de flores. G. schottiana ocorre naturalmente em todos os estados do sudeste brasileiro e na Bahia.

Na área em estudo, G. schottiana habita locais sombreados e úmidos, onde a mata é mais preservada; seus indivíduos encontram-se bastante agregados, ocupando extensas áreas, com suas vistosas e densas inflorescências formando manchas vermelhas mais ou menos contínuas na mata. Além de visitada por diversas espécies de beija-flores (Braz et al. 2000), G. schottiana pode ser utilizada como espécie ornamental, pelas suas inflorescências e flores vermelhas, densas.

Floresce de março a agosto, com maior intensidade nos meses de maio e junho, e frutifica de julho a outubro (Braz et al. 2000).

Sinonímia botânica: Geissomeria schottiana

Fonte: BRAZ, D. M.; CARVALHO-OKANO, R. M. & KAMEYAMA. C. Acanthaceae da Reserva Florestal Mata do Paraíso, Viçosa, Minas Gerais. Rev. Brasil. Bot., v.25, n.4, p.495-504, dez. 2002.

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