Subarbusto ereto; ramo cilíndrico, piloso, inerme. Odor presente. Estípula lateral, lanceolada, medifixa, perene. Glândula presente na lâmina foliar, diversa, séssil. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha palmada, 4-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oval-oblaneolado, ápice mucronado, margem inteira, base aguda, nervação broquidódroma, pontuação translúcida presente, cartácea, glabro.
Inflorescência espiciforme, axilar; bráctea ausente, bractéola presente, prefloração imbricada descendente. Flor séssil, amarela, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular-estreitamente-triangular, heteromorfa; corola papilionácea, calcar ausente; androceu monadelfo, homodínamo, filetes brancos, anteras rimosas, dimorfas, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto lomento, séssil, plurisseminado, oblongo, plano, epicarpo inerme, constrita.
Semente não observada.
Uso potencial: forrageira; Segundo Agra et al. (2007), um macerado da planta inteira é empregado como diurético e contra doenças venéreas.
Zornia brasiliensis é um subarbusto anual que é encontrado juntamente com Z. myriadena sobre os afloramentos rochosos. Esta espécie compartilha ainda com Zornia myriadena folhas palmadas e tetrafolioladas, porém podem ser facilmente reconhecidas pelo hábito subarbustivo ereto, ramos pilosos e flores sésseis em Z. brasiliensis versus hábito subarbustivo decumbente, ramos glabros e flores pediceladas em Z. myriadena. De acordo com Silva et al. (2020) esta espécie é encontrada principalmente sobre afloramentos rochosos na Paraíba.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.