Subarbusto ereto; ramo cilíndrico, tricoma seríceo, inerme. Odor presente. Estípula lateral, linear, basifixa, perene. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha ternada, palmada, 3-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oval-elíptico, ápice mucronado, margem inteira, base aguda, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência racemo, terminal; bráctea presente, bractéola ausente, prefloração imbricada descendente. Flor pedicelada, amarela, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, estreitamente-triangular, heteromorfa; corola papilionácea, calcar ausente; androceu monadelfo, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, dimorfa, rostro ausente; ovário estipitado, pluriovulado.
Fruto legume, estipitado, plurisseminado, oblongo, túrgido, epicarpo inerme, margem reta.
Semente cordiforme, testa marrom, pleurograma ausente, arilo ausente, hilo lateral.
Uso potencial: adubo verde
Crotalaria incana é um subarbusto bianual, endêmica da Caatinga encontrado sobre afloramentos rochosos de áreas preservadas, as vezes entre as macambiras de pedra da Fazenda Salambaia e Fazenda Almas. Esta espécie pode se distinguir das demais espécies congêneres da área pelos ramos e folhas cinéreo-seríceos, racemos laxos, bráctea menor que o pedicelo e cálice não bilabiado.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.