Árvore; ramo estriado, glabro, acúleo reto. Odor presente. Estípula lateral, cordada, basifixa, caduca. Glândula presente no pecíolo, 1, estipitado. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha bipinada, 6-10-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice mucronado, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência glomérulo, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, amarela, actinomorfa, diclamídea; polistêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes amarelos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto legume, estipitado, plurisseminado, linear, plano-corrugado, epicarpo inerme, margem reta.
Semente eliptica, testa preta, pleurograma aberto, arilo ausente, hilo subapical.
Uso potencial: madeira. Segundo Andrade-Lima (1989), apresenta madeira com cerne duro, resistente ao atade por insetos e fungos.
Senegalia bahiensis é uma espécie arbórea armada que foi encontrada apenas na serra do Paulo no município de São João do Tigre em altitude superior a 800 m de altitude. Esta espécie é facilmente reconhecida e distinta das demais Senegalia pelos ramos estriados, estípulas cordadas e glândulas estipitadas.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.