Fabaceae – Prosopis juliflora

Árvore; ramo cilíndrico, glabro, espinho 2. Odor presente. Estípula lateral, basifixa. Glândula presente no pecíolo, 1-3, séssil. Filotaxia alterna-espiralada.

Folha bipinada, 4-6-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.

Inflorescência espiga, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, amarela, actinomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes amarelos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário estipitado, pluriovulado.

Fruto criptolomento, estipitado, plurisseminado, linear, túrgido-plano, epicarpo inerme, margem reta.

Semente oboval, testa castanha, pleurograma aberto, arilo ausente, hilo apical.

Uso potencial: madeira e ornamental

Prosopis L. compreende 44 espécies, sendo encontradas cinco no Brasil, não ocorrendo nenhuma endêmica (Flora do Brasil 2020).

Prosopis juliflora é uma espécie arbórea exótica nativa nos Estados Unidos e México (Lorenzi et al. 2003). Provavelmente foi introduzida para a produção de alimento natural, ornamentação e madeira, porém foi naturalizada e é encontrado em todos os municípios do Cariri. Esta espécie é muito adaptada ao ambiente semiárido e pode ser facilmente reconhecida pelos ramos armados com espinhos retos, as inflorescências são espigas alongas com flores amarelas e os frutos são critpolomentos que serve para alimentar os animais.

Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.

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