Árvore; ramo estriado, glabro, acúleo retrorso. Odor presente. Estípula lateral, linear, basifixa, caduca. Glândula presente no pecíolo e na raque, 1-3, séssil. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha bipinada, 24-28-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência espiga, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, amarela, actinomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes amarelos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário estipitado, pluriovulado.
Fruto legume, estipitado, plurisseminado, linear, plano-corrugado, epicarpo inerme, margem reta.
Semente oboval, testa marrom, pleurograma aberto, arilo ausente, hilo apical.
Uso potencial: madeira. Segundo Andrade-Lima (1989), esta planta é de pouca utilidade prática, podendo ser usada como lenha ou varas e estacas, bem como forrageira para caprinos.
Piptadenia Benth. compreende de 23 espécies, sendo encontradas 20 no Brasil e destas 14 são endêmicas (Flora do Brasil 2020). Endêmica da caatinga.
Piptadenia stipulacea é uma espécie amplamente ditribuida na área sendo observada em todas as áreas. Esta espécie pode ser reconhecida morfologicamente pelo tronco cinza-esbranquiçados, ramos estriados, armados, folhas com mais de um glândula, espigas alongadas com flores amarelas, legumes estipitados, plano-corrugado. É possível obsevar galhas nas inflorescências.
SInonímia botânica: Piptadenia stipulacea
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.