Árvore; ramo cilíndrico, tricoma glandular, acúleo reto. Odor presente. Estípula lateral, lanceolada, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha bipinada, 8-16-foliolada, estipela presente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, tricoma glandular.
Inflorescência espiga, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, branca, actinomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto craspédio, estipitado, plurisseminado, oblongo, plano, epicarpo inerme, margem reta.
Semente oboval, testa preta, pleurograma aberto, arilo ausente, hilo apical.
Uso potencial: madeira, adubo verde. De acordo com Agra et al. (2007), o decocto ou xarope da casca do caule é usado contra bronquites e tosses.
Mimosa tenuiflora é uma espécie encontrada principalmente em ambientes antropizados, foi observado na base da serra da Engabelado no Congo. Esta espécie pode ser facilmente reconhecida pelos troncos estriados e pretos, ramos vináceos, ramos jovens e folhas glutinosos pela presença de tricoma glandular, as espigas são alongadas e os craspédios são estipitados e plano corrugado. Comumente pode ser encontrado nas plantas a presença de galhas orbiculares com tricomas glandulares.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.