Fabaceae – Mimosa ophthalmocentra

Árvore; ramo cilíndrico, tricoma glabrescente, acúleo reto a arqueados. Odor presente. Estípula lateral, linear, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.

Folha bipinada, 4-8-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo-mucronado, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, tricoma tomentuloso.

Inflorescência espiga, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, branca, actinomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 4, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.

Fruto craspédio, séssil, plurisseminado, linear, plano, epicarpo inerme, margem reta.

Semente trapezoide, testa preta, pleurograma aberto, arilo ausente, hilo apical.

Uso potencial: madeira. De acordo com Agra et al. (2007), o decocto ou xarope da casca do caule é usado contra bronquites e tosses.

Mimosa ophthalmocentra é uma das espécies de Mimosa mais comuns na área, formando populações enormes nas áreas mais áridas, sendo muito encontrada em ambientes antropizados. Esta espécie pode ser reconhecida morfologicamente pelos tronco com estrias vermelhas, as vezes ramos avermelhados com acúloes retos a arqueados, as folhas são paucijugas e os craspédios são sésseis. De acordo com Silva e Sales (2008), está espécie foi coletada em caatinga, crescendo em solos arenosos. Na área estudada as

Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.

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