Árvore; ramo cilíndrico, glabro, inerme. Odor presente. Estípula lateral, dendriforme, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha bipinada, 22-36-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo-agudo, margem inteira, base assimétrica, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência racemo, terminal; bráctea presente, bractéola ausente, prefloração imbricada ascendente. Flor pedicelada, vermelha, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice dialissépalo, sépala 5, oblonga, homomorfa; corola dialipétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes vermelhos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário estipitado, pluriovulado.
Fruto câmara, séssil, plurisseminado, linear, plano, epicarpo inerme, margem reta.
Semente oblonga, testa marrom-cinza, pleurograma fechado, arilo ausente, hilo apical.
Uso potencial: madeira e ornamental
Delonix Raf. compreende de 11 espécies, ocorrendo apenas uma espécie cultivada no Brasil, sendo esta exótica (Flora do Brasil 2020).
Segundo Lorenzi et al. (2003), esta espécie é exótica, tendo como origem Madagascar. A mesma foi introduzida devido seu potencial ornamental, sendo observada em casas dos sítios e ruas e praças. Esta espécie é facilmente reconhecida por apresentar tronco áspero, muitas vezes com raízes elevadas, os ramos são glabros e as estípulas são dendriformes, as folhas são bipinadas e as flores são vermelhas.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.