Arbusto; ramo cilíndrico, glabro, inerme. Odor presente. Estípula lateral, oval, basifixa, perene e patente. Glândula presente na estípula, 2, séssil. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha paripinada, 36-38-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice agudo, margem inteira, base assimétrica, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência racemo, axilar; bráctea presente, bractéola ausente, prefloração imbricada ascendente. Flor pedicelada, amarela, assimétrica, diclamídea; diplostêmone; cálice dialissépalo, sépala 5, oboval, heteromorfa; corola dialipétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, heterodínamo, filetes brancos, antera poricida, dimorfa, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto legume, estipitado, plurisseminado, linear, plano, epicarpo inerme, margem reta.
Semente deltoide, testa preta, pleurograma presente, arilo ausente, hilo apical.
Uso potencial: ornamental, adubo verde. De acordo com Agra et al. (2007), o infuso das folhas, tomado antes de dormir, é indicado como laxativo.
Endêmica da caatinga
Senna martiana é uma das espécies mais abundantes na área, sendo encontrada principalmente próximo aos afloramentos rochosos. Esta espécie pode ser confundida com Senna alata compartilhando a presença de glândulas na estípula, racemos com brácteas coloridas. Senna martiana apresenta folíolos com ápice agudo e fruto não alado versus folíolos com ápice retuso e legume alado em Sena alata.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.