Fabaceae – Chamaecrista duckeana

Erva ereta; ramo cilíndrico, tricoma híspido, inerme. Odor presente. Estípula lateral, lanceolada, basifixa, perene. Glândula presente no pecíolo, 1, estipitada. Filotaxia alterna-dística.

Folha paripinada, 32-34-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo-linear, ápice agudo-mucronado, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.

Inflorescência cimosa, axilar; bráctea presente, bractéola presente, prefloração imbricada ascendente. Flor pedicelada, amarela, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice dialissépalo, sépala 5, lanceolada, homomorfa; corola dialipétala, calcar ausente; androceu dialistêmone, heterodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.

Fruto legume, séssil, plurisseminado, linear, plano, epicarpo inerme, margem reta.

Semente trapezoide, testa preta, arilo ausente, pleurograma ausente, hilo apical.

Uso potencial: forrageira

Chamaecrista duckeana de acordo com a Flora do Brasil (2020) é endêmica da Caatinga. Foi observada apenas em áreas preservadas da RPPN Fazenda Almas nas bordas de estrada sobre solos arenosos brancos. Esta espécie é morfologicamente semelhante a C. nictitans e C. repens pelas folhas multijugas e pelos estames heteromorfos, porém pode ser distinta destas por apresentar uma pétala diferenciada com estrias vermelhas. Chamaecrista duckeana apresenta glândula estipitada, versus glândula séssil em C. nictitans.

Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.

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