Árvores até 5 m alt. Ramos novos, pecíolos, pedúnculos e face abaxial das folhas cobertos por tricomas simples ou dibraquiados.
Folhas com pecíolo 4-7,5 mm; lâmina 11-18 × 3,5-7 cm, cartácea, discolor, oblonga, oblongo-lanceolada ou elíptica, ápice longo-acuminado, base obtusa ou aguda, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e sulcada ou plana na face adaxial, nervuras secundárias 20-30 de cada lado, uma nervura marginal, raramente duas, a 0,8-1,7 e 0,5-0,7 mm da borda. Panículas 35-72 mm compr., laterais extra-axilares; bractéolas 1,5-2 × 0,7-0,8 mm.
Flores sésseis; hipanto elevado acima do ovário, sem constrição; cálice completamente fechado no botão abrindo-se em lobos irregulares; ovário 2-locular, liso.
Frutos globosos, 9,8-14 mm diâm., lisos.
Distribuição: de São Paulo ao Rio Grande do Sul, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015, como Marlierea eugeniopsoides (D. Legrand & Kausel) D. Legand). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta. Coletada com flores de dezembro a janeiro e com frutos de abril a maio.
Reconhecida pelas folhas com ápice longo-acuminado, frequentemente oblongas, com numerosas nervuras secundárias. As pétalas são caducas. Em alguns espécimes as glândulas são grandes e opacas, sendo visíveis a olho nu na face abaxial das folhas.
Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.