Myrtaceae – Eugenia astringens

Arbustos ou árvores até 5 m alt. Plantas glabras.

Folhas com pecíolo 6,5-10,6 mm compr.; lâmina 5-9 × 2,5-4,7 cm, coriácea, raro cartácea, concolor, elíptica, ápice acuminado, raro agudo, base atenuada, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e plana na face adaxial, nervuras secundárias 9-13 de cada lado, uma nervura marginal, a 1-2,8 mm da borda. Fascículos axilares, pedicelos 4,2-8,3 mm compr.; bractéolas 0,8-1,5 × 0,7-1,4 mm.

Flores com hipanto não elevado acima do ovário, sem constrição; cálice com lobos individuais, 0,7-0,9 mm compr.; ovário 2-locular, liso.

Frutos elipsóides, 4,2-12 mm diâm., lisos.

Distribuição: da costa da Bahia a Santa Catarina, domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta e restinga. Coletada com flores em março e com frutos de maio a agosto.

A corola desta espécie é distintiva, com pétalas aproximadamente seis vezes mais longas que as sépalas. Os frutos aparentam não ter o cálice persistente devido ao tamanho muito reduzido dos lobos do cálice.

Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.

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